Tatá Aeroplano

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Quem é esse tal de Frito Sampler?

O que me acontece desde pequeno são as melodias com letras … canções que brotam do nada … sem muita explicação … como os sonhos …  acordado ou dormindo .. isso acontece desde os seis anos que foi quando pintou a primeira canção com letra e melodia que eu capturei pra sempre … quando eu já tinha meus 18 anos … com o violão em mãos me veio uma melodia sem letra em português … veio um tipo de letra onde palavras em inglês se sobrepunham de maneira aleatória e sem sentido. Inconsciente agindo total e dando as cartas.

Veio a primeira canção dessas, veio a segunda, vieram dezenas, centenas … e eu simplesmente dei corda para essa loucura cósmica … montei com uma galera massa uma banda especializada nisso chamada “Jumbo Elektro” onde eu cantava essas coisas que não sei o que são ao certo.

Passado um tempo …  lanço um disco inteiro com o cara que canta essas coisas … que não sou eu e sou eu ao mesmo tempo … essas coisa de “Surrealismo Cósmico”, “Dadaísmo Quântico”, “Manuelismos”, “Fernandismos” … coisa de quem entorta a palavra pra tomar com cachaça e simplesmente vira outra pessoa … as vezes eu faço isso e viro o Frito Sampler.

O Frito canta com outras vozes … com outras personalidades … eu gosto quando ele canta … as vezes parece menino … as vezes para menina … parece velho … um ermitão inconsciente que em algum momento uma segunda voz … pede uma melancolia … pede um transcendência … sintoniza …  parece que fala cos passarinho tudo … fala com a ancestralidade … deixo o Frito cantar … deixo ele me enlouquecer … deixo ela cantar e trazer seus amigo tudo … a Grace Ohio, o Pássaro Psicodélico da Floresta … o Fritadão … Ohana e as entidades do mato e da cidade.

Foi um prazer conceber esse “álbum”  … o Frito me levou pro sítio onde passei minha infância …  minha maior escola de vida … onde conheci as pessoas que me ensinaram muito … sem moral e cívica … os verdadeiros mestres … os verdadeiros cantos … pude (re)encontrar meus irmãos já tudo criado … e pudemos brincar novamente … trouxemos amigos e parentes para a brincadeira. Coisa que tem que agradecer ao pai e a mãe que nos levaram pra lá desde o começo de tudo.

A existência continua surpreendendo … coisa boa … que venha esse disco do Frito Sampler que chama “Aladins Bakunins” … o nome veio do nada …. simplesmente numa busca de outra palavra via internet as duas apareceram na mesma página … surreal … como tudo vem sempre … Aladins … Bakunis!

Viva o amor!

 

 

 

 

 

 

 

 

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